A COR DA LÁGRIMA

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 A COR DA LÁGRIMA

Por que a lágrima não tem cor?

Enquanto chorava, me pus a pensar. Se fosse vermelha como sangue, as minhas vestes poderiam manchar.


Se a lágrima fosse amarela,
a cor da alegria, expressar tristeza jamais poderia. fosse azul, cor da serenidade, eu não choraria jamais. Seria só tranqüilidade.


se fosse branca como pétalas de rosas, não seriam lágrimas... Mas pérolas preciosas.


Ainda mais uma vez fiquei me questionando... Por que a lágrima não tem cor? Se ela fosse preta, só expressaria o horror?


Por que será que a lágrima não tem cor? A lágrima não tem cor... Porque nem sempre exprime dor.


E se ela fosse roxa, como poderia expressar a alegria?


As lágrimas não têm cor porque são expressões da alma. Quando o espírito está chorando, o coração diz: tenha calma! Se a lágrima tivesse cor

deveria ter a cor do amor.

Ou mesmo a cor da paixão, que as vezes invade o coração.
Ou talvez a cor da tristeza
que abala a alma e tira a calma,
mas faz em meu ser uma limpeza.

A lágrima não tem cor,
porque ela nos aproxima do nosso Criador.
Se a lágrima tivesse cor,
eu só iria chorar de alegria.
Mas, e a lágrima da saudade?

De que cor ela seria?
E a lágrima da decepção,
de que cor seria então?
Se a lágrima tivesse cor
deveria ter a cor de um brilhante.

Como a lágrima é preciosa,
Deus deu-lhe a cor do diamante.

terça 15 maio 2012 10:02


O Amor entre iguais

Blog de soluna :SOLUNA, O Amor entre iguais

O amor entre mulheres ou lesbianismo, existe desde sempre, apesar de este tipo de amor já ter sido aceite no tempo de romanos, hoje ele ainda é visto com muito tabu. As mulheres que se amam são muitas vezes obrigadas a esconder os sentimentos que nutrem de uma sociedade retrógrada e que as condena.O lesbianismo sobrevive na clandestinidade do social, onde quem ama é obrigado as camuflar os gestos de amor por gestos de amizade.O amor entre mulheres começou a ser explorado no cinema,  publicidade e na televisão, mas de uma forma meramente sexual.Em alguns países já é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em Portugal  existem associações que lutam pelos direitos dos homossexuais, não exigem direitos diferenciados apenas diferentes semelhantes.

sábado 23 abril 2011 18:43


Mentir em Nome do Amor e da Sabedoria


Kant, o grande filósofo alemão do século XVIII, era um adepto indefectível da razão. A razão dignifica-nos, eleva-nos, transforma-nos em seres superiores. Nesse âmbito, Kant concebeu os chamados «imperativos categóricos», do tipo «Não mintas, em ocasião alguma», a que deveríamos obedecer piamente.

Kant não admitia excepções aos seus imperativos, fixados por via racional. Só assim eles eram categóricos.

Mas será que amar a verdade, é nunca atraiçoá-la, é nunca mentir? Será que a verdade deve ser encarada como um postulado científico, inquebrável?

Kant achava que sim. Em nome de quê? Em nome da dignidade humana, em nome da razão. Para ele o imperativo categórico da verdade era inquestionável, ainda que isso beneficiasse quem não merecesse e prejudicasse os fracos e pobres, e causasse sofrimento.

Mas será mesmo assim? Será que não é legítimo mentir a criminosos e a ditadores que perseguem e atormentam inocentes? Será que devemos revelar ao moribundo a verdade da sua situação?

A resposta humanista tem que ser não. A verdade que causa sofrimento desnecessário ao moribundo ou a pessoas violentadas, é crueldade. Não mentir ao assassino e ao terrorista que sequestra, é colaboracionismo cruel e tolo. Os «imperativos categóricos» podem e devem ser quebrados, em determinadas situações. A verdade não pode estar sempre acima do amor que devemos aos outros.

Há muitos casos em que a verdade tem que ser defendida a tudo o custo, ainda que isso nos cause lágrimas, desgosto e até sofrimento. Não podemos, por exemplo, negar a verdade científica para conforto próprio. Não podemos teimar em ver-nos como seres especiais, criados à imagem de Deus, em vez de seres descendentes de símios.

Mas essa não é uma regra absoluta. Também há ocasiões e situações em que a mentira é legítima, em que certas verdades factuais podem e devem ser omitidas em nome do amor.

segunda 25 abril 2011 16:30


MULHER DE 40

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Tome a mesma mulher aos  20 e aos 40 anos.
No segundo momento ela será umas sete ou oito vezes mais interessante, sedutora e irresistível do que no primeiro

.Aos 40, a  mulher tem uma relação mais saudável com o próprio corpo e com seu cheiro cíclico.
Não briga mais com nada disso. Na verdade, ela quer brigar o  menos possível.
Está interessada em absorver do mundo o que lhe parecer justo e útil, ignorando que for feio e baixo-astral.

Ela só quer é ser  feliz !!!
Se o outro (a) não gostar do jeito que ela é, que vá procurar  outro(a). Ela só quer quem a mereça.

Aos 40 anos, a mulher sabe se vestir.  
Domina a arte de valorizar os pontos fortes e disfarçar o que não interessa mostrar.
Sabe escolher sapatos, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo.
Gasta mais porque tem mais dinheiro. Mas, sobretudo, gasta melhor.

E tem gestos mais delicados e elegantes.
Aos 40, ela  carrega um olhar muito mais matador quando interessa matar.
E finge  indiferença com mais competência quando interessa repelir.
Ela não é  mais bobinha. Não que fique menos inconstante.

Aos 20  a mulher é escolhida. Aos 40, é ela quem escolhe.
E não veste mais  calcinhas que não lhe favorecem.
Só usa lingeries com altíssimo poder de  fogo.
Também aprende a se perfumar na dose certa, com a fragrância  exata.

A mulher aos 40, mais do que aos 20, cheira bem, dá gosto de  olhar, captura os sentidos, provoca fome.
Aos 40, ela é mais natural, sábia  e serena. Menos ansiosa, menos estabanada.

Até seus dentes parecem mais  claros. Seus lábios, mais reluzentes.
Sua saliva, mais potável. E o  brilho da pele não é o da oleosidade dos 20 anos, mas pura luminosidade.  

Aos 20, ela rói unhas. Aos 40, constrói para si mãos plásticas e  perfeitas.
Ainda desenvolve um toque ao mesmo tempo firme e suave.  
Ocorre algo parecido com os pés, que atingem uma exatidão estética  insuperável.

Acontece também alguma coisa com os cílios, o desenho das sobrancelhas.
O jeito de olhar fica mais glamuroso, mais sexualmente arguto.

Mostra sua força na hora  certa e de modo sutil.
Não para exibir poder, mas para resolver tudo a seu favor, antes de chegar o ponto de precisar exibi-lo.

Consegue o que  pretende sem confrontos inúteis.
Sabiamente, goza das prerrogativas da  condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de ser mulher.

Se você, anda preocupada porque não tem mais 20 anos - ou porque ainda tem mas percebeu que eles não vão durar para sempre - fique tranqüila :
É precisamente aos 40 que o jogo começa a ficar bom.

terça 26 abril 2011 14:16


O Amor entre Mulheres

Blog de soluna :SOLUNA, O Amor entre Mulheres

O lesbianismo é ainda um tabu. Do amor proibido passa-se para o pudor de uma realidade frequente, em que o amor entre as mulheres é um facto mais que constatado.

Supõe-se que são muito amigas. Compartilham a roupa, dormem na casa uma da outra, andam sempre aos segredinhos. Os outros julgam-nas inseparáveis e amigas eternas, onde o valor da lealdade fala mais alto. Mas, nem sempre se assiste somente a uma amizade. Por vezes, a amizade transforma-se em amor e a lealdade em desejo.

O lesbianismo sofreu algumas mudanças ao longo dos tempos, ainda que as alterações sejam consideradas mínimas. Antes, era impensável ver duas mulheres na rua a demonstrar o seu amor e hoje, esse cenário já é permitido embora as pessoas continuem a virar a cara em sinal de repulsa. As normas da sociedade não foram concebidas a pensar nestas realidades, daí que seja difícil para as pessoas aceitarem-na .

A esta forma de amar, o lesbianismo, já foi dado o nome de "fricatrice", "tríbade" ou sodomia feminina. Últimamente, mais propriamente há cerca de quatro séculos atrás, optou-se pela denomição "pecado" e só há bem pouco tempo é que a expressão lesbianismo começou a ser pronunciada, ainda que na clandestinidade do social.

Mais tarde, a demonstração do lesbianismo invadiu o cinema, teatro, publicidade ou televisão. A nossa Constituição consagra a igualdade entre todos, embora não seja explicíta ao nível das escolhas sexuais. Existem mesmo fundamentos da lei, que chegam ao limite de considerar o envolvimento entre pessoas do mesmo sexo como uma espécie de doença mental. Logo, do que serve essa tentiva de invasão nos media se a realidade é bem contrastante?

Se Deus fez os Homens para se amarem uns aos outros, como apregoa a religião católica, porque não podem duas mulheres apaixonarem-se sem que a sociedade lhe vire as costas? Tudo se trata de uma questão de mentalidade, educação e de aceitação social que os tempos modernos, ainda não conseguiram decididamente aceitar. Ainda assim, já existem casamentos consumados entre mulheres, embora essa realidade atinja uma minoria de casos internacionais.

Em Portugal são várias as associações que lutam para um futuro mais equilibrado e de melhor qualidade, tanto para lésbicas como para homossexuais. Encontros, livrarias, hotéis, conferências, festas, pontos de encontro ou locais nocturnos tornaram-se conhecidos por fazer do seu ambiente, um refúgio para o amor entre membros do mesmo sexo.

Agora, já se pode falar de homossexualidade no nosso país, mas a facilidade com que se pode expôr o afecto e o amor é quase nula. Se antigamente havia castigos, como cortar ou queimar algum membro do corpo, para as pessoas que ousassem cometer "pecados" deste género, actualmente as punições são de foro psicológico e social. Provocando dores e mágoas diferentes, as implicações de amar alguém do mesmo sexo não foram ainda devidamente ultrapassadas pela sociedade, igreja e por muitos dos que se dizem apologistas dos tempos modernos.

Para tudo funcionar normalmente tem que se passar a fase do respeito para a aceitação, do "virar a cara" para o olhar em frente. O caminho para o amor pode estar em qualquer lado, e optar por um relacionamento com alguém do mesmo sexo é uma decisão individual, que as restantes pessoas devem aceitar e respeitar sem críticas ou comentários menos dignos. Este sim, é o verdadeiro progresso para a nossa condição social e para a evolução da humanidade.

terça 26 abril 2011 14:39


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